Manter as mudanças nos programas de prevenção da família com base em evidências. Um estudo longitudinal das famílias
DOI:
https://doi.org/10.7179/PSRI_2017.29.08Palavras-chave:
Prevenção familiar, programas baseados na evidência científica, educação familiar, Regressão de Cox, acompanhamento longitudinalResumo
O objectivo desta pesquisa é saber se as mudanças obtidas na competência familiar, no seio das famílias que participam do Programa de Competência Familiar, permanecem após dois anos do final do Programa. Os métodos de análise de sobrevivência são uma ferramenta essencial na investigação longitudinal. Qualquer estudo que envolva o acompanhamento tem uma duração pré-determinada: no nosso caso é 24 meses. Espera-se que o efeito agregado, chamado de “competência familiar” permaneça a partir do final dos24 meses numa proporção significativa de famílias que participaram da adaptação espanhola do SFP (7-12). Pretende-se saber como influem uma série de factores-chave do programa sobre a variável “competência familiar”, entendida como um conjunto de factores de proteção que mostraram-se significativos nos estudos de prevenção seletiva familiar. A amostra foi composta de 155 famílias em situação de risco. Se conta com as avaliações de resultados de famílias, estabelecidas a partir de instrumentos validados para a população espanhola (BASC e questionários de competência familiar de Kumpfer). Os instrumentos utilizados têm uma modalidade para os pais e uma outra para as crianças. O desenho é quási-experimental, com um grupo de controlo e controles rigorosos das possíveis fontes de desvios. As 155 famílias foram observadas ao longo de 24 meses a partir da análise longitudinal realizada desde o início da aplicação das sessões do PCF. Utilizou-se o método de regressão de Cox, que permite ver a influência dos preditores na presença ou ausência de um evento positivo (no nosso caso, a presença de competência familiar). A análise agregada, com base na análise de sobrevivência (regressão de Cox), fornece resultados satisfatórios de manutenção 24 meses após da conclusão da participação no SFP, da competência familiar, entendida como um factor complexo baseado em dinâmicas familiares positivas. Dicotomizando este factor, é possível identificar as variáveis que o-explicam, ou seja, a presença de competência familiar com base num conjunto de factores relevantes. Com o factor sobre a competência familiar pode- se trabalhar produzindo uma variável dicotómica com base em todos os casos de perda de competência familiar, entre 2009-2010 e 2012-2013 (primeiro nível de dicotomização) e todos os casos de famílias que vem mantendo a competência ou a melhora dela (segunda nível da dicotomização).
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