O reconhecimento profissional dos educadores sociais em Portugal
DOI:
https://doi.org/10.7179/PSRI_2026.48.14Palavras-chave:
Educação Social, reconhecimento profissional, identidade profissional, profissão, percepçãoResumo
O objetivo deste artigo é descrever, analisar e refletir sobre a autoperceção dos educadores sociais em relação ao reconhecimento da sua prática profissional por parte de todos os intervenientes na intervenção educativa, administrações e autoridades públicas, empregadores, meios de comunicação social, outros profissionais da educação, comunidade científica, público e dos próprios educadores sociais em Portugal. Para a realização deste estudo foram aplicadas estratégias metodológicas quantitativas e qualitativas, incluindo um inquérito descritivo a 333 educadores sociais em Portugal; dois grupos focais com educadores sociais; e nove entrevistas não estruturadas a especialistas em Educação Social. Os resultados evidenciam uma realidade contraditória: por um lado, um reconhecimento insuficiente por parte das instituições estatais, políticas e dos meios de comunicação social; e, por outro, um reconhecimento crescente por parte dos académicos e outros profissionais da área social, e uma elevada valorização por parte do público, sobretudo daqueles que beneficiam da profissão. Com base nestes resultados, são identificados e comparados os fatores que limitam ou potenciam o reconhecimento da Educação Social. Conclui-se que, apesar das dificuldades, o reconhecimento da Educação Social como profissão tem sido notável e progressivo nas esferas social, laboral e académica em Portugal. Por fim, são apresentadas as dificuldades e limitações do estudo, bem como as perspetivas que abre para futuras pesquisas.
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