La importancia de las nuevas tecnologías en la democracia participativa. El caso de la Iniciativa Ciudadana Europea

Maria Manuela Magalhães, Dora Resende Alves, Maria João Ferreira

Resumen


La participación democrática sigue siendo el camino a seguir por las
sociedades que buscan una paz estable mediante el ejercicio de una
ciudadanía activa. Desde 2012, el instrumento Iniciativa Ciudadana
Europea está presente en el proceso de elaboración de las disposiciones jurídicas y normativas de la Unión Europea. Uno de los aspectos de esta ciudadanía es el de permitir a los ciudadanos que se involucren en la toma de decisiones a través de la participación en el ejercicio del trabajo legislativo. El Tratado de Lisboa introdujo el derecho a la Iniciativa Ciudadana Europea (en ingles, ECI). El objetivo era implicar activamente a los ciudadanos en la toma de decisiones en Europa, ofreciéndoles una forma indirecta de iniciativa legislativa. Las tecnologías de la información (TI) son, en general, la base de las organizaciones modernas, y los cambios en este campo se producen a un ritmo vertiginoso, deteniendo el desarrollo de los modelos tradicionales y obligando a las organizaciones a implementar nuevos modelos, nuevas formas de trabajar y comunicarse. En este contexto, la Comisión Europea, sin ignorar la relevancia y las transformaciones inherentes al uso de las Tecnologías de la Información, ha incluido el uso de estas tecnologías en varios ámbitos, concretamente en la Iniciativa Ciudadana Europea. En esta investigación se analiza en qué medida una plataforma, disponible en el contexto de la Iniciativa Ciudadana Europea, se utiliza en las peticiones y la evolución de su uso hasta la finalización de la revisión en 2018.


Palabras clave


Iniciativa Ciudadana Europea, legislación, Unión Europea, Tecnología de la Información, participación digital

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DOI: https://doi.org/10.31921/doxacom.n28a02

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ISSN: 1696-019X / e-ISSN 2386-3978 / DOI: 10.31921/doxacom